sexta-feira, 31 de julho de 2009

Afinidade

As vezes me questiono porque nos damos tão bem com algumas pessoas e com outras o “santo” não bate. Isso existe ou será que fazemos pré-conceito das pessoas e consequentemente nos afastamos delas?

Conheço pessoas que simplesmente me fazem muito bem, não importa o local sua companhia sempre é agradável e quando estamos perto o tempo voa, a hora passa que não dá nem para perceber. A conversa simplesmente flui e os assuntos são os mais variados possíveis: musica, política, vida pessoal, profissional, projetos, tudo o que tiver direito. E ao fim do encontro temos a sensação que poderíamos ter falado muito mais.

Podemos ficar um ano sem nos ver, mas quando nos encontramos é como se convivêssemos diariamente, sentimos as mesmas injustiças, os mesmos questionamentos, os mesmos medos e até temos vidas pessoais parecida. Seria uma mera coincidência? Lei da atração? Atraímos aquilo que realmente se parece com o que a gente acredita? Ou simplesmente afinidade?

Não sou de acreditar em vidas passadas, mas se elas existiram com certeza essas pessoas estiveram na minha vida. Ou seria coisa do acaso? Será que o acaso existe?

Eu acho que não. Acredito que as coisas realmente acontecem quando devem acontecer de acordo com as nossas escolhas e conduzidas por uma força maior.

A todo momento pessoas entram e saem da nossa vida, mas muitas ficam, deixam marcas, sentimentos, esperança e saudades. E parece inevitável sempre nos lembraremos muito mais dessas pessoas que nos fazem sentir bem, que temos maiores afinidades.

Então, deixo uma dica pra vocês.... “Procure fazer o bem para ser lembrado sempre.”

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Não tenho medo do escuro, mas...

Qualquer criança já deu comida para pombas e eu, óbvio, não poderia fugir à regra. Lembro como se fosse hoje que, com 4 anos, passava os finais de semana na casa da minha avó, em uma travessa da Av. Rebouças e ela sempre levava tanto eu, quanto meu irmão para este glorioso passeio. Adorávamos!

Quando eu tinha 6 anos minha avó mudou para o RJ e não sei por que estas criaturas passaram a ser minhas inimigas mortais. Sim... Não tenho medo do escuro, mas tenho medo de pombas.

Aliás não é medo, muito menos frescura (como muitos teimam em achar), é fobia mesmo! Com direito a mãos geladas, taquicardia e pupilas dilatadas a cada encontro inesperado. Simplesmente congelo e perco a ação.

Quando comecei a sentir medo, passei a detestar freqüentar lugares abertos. Fazer piquenique, ir ao zoológico, Playcenter então? Verdadeiro martírio! Saía chorando sem parar... Hoje, quando vou almoçar pela primeira vez com alguém, aviso antes para não passar vergonha.

Isso porque já consigo encarar a situação com mais bom humor, principalmente depois de descobrir que um amigo 4 X 4 tem o mesmo tipo de medo que eu e por causa das pombas sempre terem me rendido histórias engraçadas.

Alguns exemplos: sempre as encontro em lugares onde não deveriam estar, como o dia em que vi uma atrás de várias pilhas de saco de arroz em um supermercado; atravesso a rua quantas vezes for necessário para fugir delas e sempre tem alguém atrás de mim, que trabalha na mesma empresa que eu e que fica me olhando com cara de “ué”; finjo que atendo o celular para justificar minha parada abrupta ao dar de cara com o aparecimento surpresa do elemento; me agacho em meio à Avenida Paulista, acreditando que o animal, ao dar um rasante, vai pousar diretamente na minha cabeça; ando quilômetros na beira da praia, para não ter que ficar convivendo com elas na areia; berro na frente de desconhecidos e até agarro o braço de homens casados para me proteger das infelizes, se for preciso!

Mas o mais legal é que todos os meus amigos, quando vêem uma pomba, lembram-se de mim e alguns até me ligam para contar que atropelaram as coitadas, como se me fizessem um favor. Outros fazem questão de me ajudar a espantá-las para bem longe, o que é muito engraçado porque quem vê de fora não entende nada... Sem contar um amigo que insiste em falar que me presenteará com uma pomba de pelúcia!

Não sei de onde surgiu todo este medo, provavelmente um trauma da infância que ainda não consegui descobrir nem com a ajuda das memórias da minha mãe e nem em terapia.

Diz um amigo meu que tudo aconteceu quando eu era pequena e andava de bicicleta na rua. Segundo ele a pomba teria voado e entrado na minha boca. Vê se pode?! Virei motivo de piada...

Por enquanto vou tentando superar, mas imagino quando tiver um filho. Qual será a minha reação se a criança for fã destas desagradáveis, que nem merecem ser nomeadas? E se um dia eu resolver viajar para a Itália?


É... Quem foi que disse que pombas representam a paz, mesmo?!

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Descoberta!!!!

Boa noite pessoal, tudo bom?

Quero compartilhar com vocês uma descoberta que tive estes dias. O fato é que nunca fui uma pessoa muito religiosa, até porque acredito que a religião é uma invenção do homem que muitas vezes é utilizada como instrumento de dominação e alienação de pessoas. Como não quero ser polêmica gostaria de deixar bem claro que esta é apenas uma opinião minha e não estou generalizando!

Enfim... eis que me pego estes últimos dois dias dormindo e acordando com a seguinte música na cabeça:

Entra na minha casa,
Entra na minha vida,
Mexe com minha estrutura,
Sara todas as feridas,
Me ensina a ter santidade,
Quero amar somente a Ti,
Porque o Senhor é meu bem maior,
Faz um milagre em mim.


Essa música é de um cantor gospel chamado Regis Danese e eu, sinceramente, achei muito bonita!

Como eu acredito na teoria de que as músicas nunca aparecem do nada na nossa cabeça, fiquei pensando porque, logo eu, um ser quase ateu, estava com esta música gospel constantemente martelando em meu cérebro!


Foi então que percebi que esta música faz todo sentido para o momento difícil que passo, mas também que apesar de não ter uma religião descobri que tenho fé.


A verdade é que também questiono se minha fé não apareceu como um mecanismo de defesa, talvez para tentar me livrar do peso de algo que foge ao meu controle.


Bem... não sei o porque comecei a acreditar na fé, mas fato é que foi um grande insight em minha vida descobrir que a tenho.


Bjs a todos e obrigada por fazerem parte disto!

terça-feira, 28 de julho de 2009

Emoções

Primeiramente quero agradecer a todas as felicitações pelo meu aniversário que vieram por abraços, beijos, alguns presentes, cartões, telefonemas, emails, orkut, blog, torpedos, enfim, tudo o que tornou meu dia muito melhor.

O tempo vai passando e já não sinto mais aquele pique em fazer baladas, badalações, diversas comemorações, esse ano foi tudo muito light, eu diria que um dos mais light já vividos nos últimos anos, e mesmo assim repleto de emoções além de estar rodeada por pessoas queridas que fazem parte da minha vida.

A benção de Deus por mais um ano.Um almoço para a família e os amigos. Uma homenagem para meus pais e todos aqueles que eu verdadeiramente amo. Uma pizza com novos amigos. Um almoço com a galera do trabalho em um lugar que eu adoro. Um bagunçinha organizada na sala com o pessoal da pós.

Já comemorei alguns aniversários e é claro que desejo fazer muitos outros. Esse post de hoje quero deixar registrado com uma música que expressa exatamente todas as minhas emoções: “Se chorei ou se sorri, o importante é que emoções eu vivi.”

http://www.youtube.com/watch?v=0o_XLC9N4BA

OBS.: Acho que estou sensibilizada com todo este clima de comemoração aos 50 anos de Roberto Carlos. rs

domingo, 26 de julho de 2009

Quando a idade chega...

O que mais escuto falar em minhas aulas sobre administração, é que precisamos diversificar os negócios para atender diferentes públicos. E o exemplo mais claro que tenho visto nos últimos tempos é o da revista Turma da Mônica Jovem. Passei a infância lendo gibis e acredito que boa parte da minha geração também, mas fiquei pensando se a sacada audaciosa foi boa ou não.

Na verdade o que me intriga é imaginar a estratégia deste produto: focar nos adolescentes, nos nostálgicos da década de 80 ou nos dois públicos?

Bom... Sou da opinião de que devemos conhecer sobre que falamos, antes de sair dando pitaco, portanto resolvi comprar um gibi.

Fui até a banca de jornal e confesso que me senti constrangida. A moça pegou a revista para colocar na sacola e percebi uma risadinha de canto de boca como quem diz: “você vai mesmo ler isso?”. Acho que sua vontade era me perguntar se não preferia Nova ou, pelo menos, Capricho... Mas desencanei e comecei a ler.

Achei bacana o fato de terem preservado as características básicas dos personagens, mas algumas coisas também soaram um tanto quanto contraditórias para o mundo de vaidades em que vivemos hoje. Por que o Cebolinha não teria sido levado até uma fonoaudióloga para aprender a não trocar o L pelo R? E a Mônica nunca procurou um dentista? E como pode o Cascão continuar sem banho? E a Magali que come tanto e consegue manter aquele corpitcho?


Outras características marcantes do gibi é que ele foi construído no estilo mangá, tem gírias e apelidos em excesso, os personagens são rodeados por tecnologias, todos anseiam por fama e os amores platônicos são constantes. Portanto ele está totalmente direcionado para adolescentes.

Porém tenho dúvidas se eles lêem gibi e, para ser sincera, desacredito até das crianças lerem... Segundo a última publicação do Dossiê Universo Jovem, realizado anualmente pela MTV (
http://www.aartedamarca.com.br/Dossie4_Mtv.pdf), revistas são vistas por este público como um dos meios de comunicação menos utilizados e atrativos.

Será que este produto será um tiro no pé? Saberemos apenas com o tempo, mas é interessante notar que já existem lançamentos de outras revistas com o mesmo estilo: Luluzinha, Tina e Chico Bento.

Só me resta confessar que cheguei a seguinte conclusão: tô ficando velha! Mas não estou sozinha nessa não...
Hoje é aniversário da Érikinha, outra idealizadora deste blog e minha amiga de longa data!

Érika, parabéns e toda felicidade do mundo!!!

sábado, 25 de julho de 2009

Enfim o final de semana!!!


Olá a todos! Hoje vou falar um pouco sobre as opções de coisas legais a serem feitas neste final de semana chuvoso.

Como já sabem sou uma cinéfila assumida e, por isso, vou falar especificamente de dois eventos que estão acontecendo em São Paulo em torno deste tema.

Minha primeira sugestão é o projeto “Cinema ao Luar” que está acontecendo no Parque do Ibirapuera. Este evento foi inspirado nos festivais parisienses e consiste em projetar filmes nas paredes externas do auditório do parque para que sejam vistos ao ar livre.

Este projeto é gratuito e teve início ontem, 24 de julho, com término amanhã, 26 de julho, conforme programação abaixo:

Sexta (24)
19h: o flautista Carlos Malta e a Orquestra Brasileira do Auditório
20h: O Gosto dos Outros (2000), de Agnes Jaoui

Sábado (25)
17h: Laércio de Freitas e a Orquestra Brasileira do Auditório
18h: O Fabuloso Destino de Amelie Poulain (2001), de Jean-Pierre Jeunet

Domingo (26)
17h: Banda Mantiqueira e a Orquestra Brasileira do Auditório
18h: Astérix e Obelix: Missão Cleópatra (2002), de Alain Chabat

Para maiores informações acessem o site: http://www.auditorioibirapuera.com.br/

E a segunda sugestão é o festival “Anima Mundi 2009” que vai do dia 22 a 26 de julho no Memorial da América Latina.

Este festival é um evento obrigatório para os amantes de animação e custa apenas R$ 6,00 a entrada.

Para conferir a programação completa acessem: http://www.animamundi.com.br/fest_home.asp


Beijos e bom final de semana a todos.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Murphy


Não vou falar de Eddie Murphy, apesar de gostar muito dele e de um dos meus filmes prediletos ter ele como papel principal, o filme é Um Príncipe em Nova York, o típico filme de sessão da tarde e velho pra chuchu.

Quero falar de Edward Murphy, esse é o cara! Na minha opinião um dos maiores gênios que já existiu. Ele está no mesmo nível de Albert Einstein, Thomas Edison, Leonardo Da Vinci.

Pra que todas essas teorias e descobertas feitas até hoje? Edward Murphy é comumente conhecido pela Lei mais divertida e precisa da face da terra. Estou falando da Lei de Murphy, que afirma que “se alguma coisa pode dar errado, com certeza dará”.

A Lei de Murphy é exatamente aquela que você está parada no trânsito e vê a fila ao lado andar mais rápido, você muda de faixa e essa faixa também para e pra piorar a faixa que você estava começa andar muito mais rápido. É aquela que você está de roupa nova e branca e derruba um copo inteiro de chocolate quente. É você estar em um lugar e encontrar quem você não quer encontrar. É você ser parado de madrugada todas as vezes que está voltando pra casa e pra completar vou termina com a frase: nada está tão ruim que não possa piorar...

Apesar de aparentemente a Lei apresentar poder misterioso, não acredito que isso ocorra. Para alguns a visão de Murphy pode parecer pessimista, acho simplesmente que ela é realista, ao ponto de alertar que algo que você não espera vai acontecer e da pior forma possível.

Mas você já percebeu que se tudo dá certo ninguém nem se lembra do pobre coitadinho do Murphy. Sabe porque? Porque buscamos sempre desculpas e alivio para as coisas que não funcionam a nosso favor. Se as coisas não acontecem como queremos é preciso colocar a culpa em alguém, em quem? Na Lei de Murphy.